Igaratá costuma aparecer no mapa de quem está indo para outro lugar. Fica entre São Paulo e o Vale do Paraíba, próxima da Serra da Mantiqueira, e por décadas funcionou como passagem. Nos últimos anos, a cidade começou a se firmar como destino próprio — devagar, sem o ritmo das cidades turísticas tradicionais, e talvez por isso valha a visita.
A Represa do Jaguari
O cartão-postal é a represa. Formada pelo represamento do Rio Jaguari, ela cobre uma área que se estende por vários municípios e tem em Igaratá um dos seus trechos mais cinematográficos: enseadas largas, ilhas pequenas, e um relevo verde que desce até a água. Em dias claros, a Mantiqueira aparece ao fundo.
Onde almoçar
O Restaurante das Águas funciona à beira da represa, com cardápio voltado para frutos do mar e peixes. O salmão tropical e as croquetas de mexilhão e salmão são as escolhas frequentes. O atrativo, além da comida, é a vista — a varanda do restaurante fica praticamente sobre a água.
Onde se hospedar
Para quem quer dormir com a represa na janela, o Chalé das Águas mantém sete acomodações dentro da mesma propriedade do restaurante. O bangalô com hidromassagem é o mais procurado, mas todos os chalés são orientados para a vista.
Dicas práticas
Quando ir: o verão tem dias longos e o entardecer sobre a represa rende mais. O inverno, em contrapartida, traz manhãs com neblina e tardes secas — outro tipo de paisagem, igualmente fotogênica.
Como chegar: de São Paulo, o trajeto mais direto sai pela Rodovia Presidente Dutra e segue por estradas vicinais até Igaratá — cerca de 80km no total. De São José dos Campos, são aproximadamente 30km. O percurso é todo asfaltado.
Igaratá não é parada de passagem. É o destino.